quinta-feira, 1 de junho de 2017

BALEIA AZUL UMA EXPRESSÃO DA QUESTÃO SOCIAL









O termo denominado Jogo da Baleia Azul refere-se a um suposto fenômeno nas redes sociais que teve inicio na Rússia. Acredita-se que o jogo estaja estimulando a prática de suicídio nos jovens que fazem parte da rede. Os primeiros casos reconhecidos pela polícia que os levou até a rede social foram de duas jovens russas, uma se jogou de cima de um prédio e a outra na frente de um trem.
Depois de constantes investigações feitas pela polícia Russa, as pistas levaram a rede social.
A mídia vem divulgando frequentemente casos ligados a esse "fenômeno", se é que podemos destacá-la desta forma.
Recentemente, através da imprensa foi desmascarado o procurador da rede social no Brasil, ele fez parte de uma série de reportagens feitas por uma emissora de TV, esse jogo consiste em realizar 50 desafios, sendo que o último trata-se de tirar a própria vida.
Através de câmeras escondidas a emissora conseguiu acompanhar os passos "desse indivíduo", o reporte se fez passar por um jovem interessado em participar do desafio e após simular que estaria seguindo as ordens do moderador do jogo, a equipe de TV conseguiu encontrá-lo uma vez por dia, gravando as suas falas e imagens.
Em uma das gravações ele relata que "gosta de ver os jovens sofrerem"
É muito triste essa realidade e precisamos primeiramente de leis mais punitivas que coloquem pessoas como essa verdadeiramente na cadeia, segundo de políticas públicas que garantam mais segurança as jovens nas redes sociais.
No enfrentamento desse problema o serviço social trabalha juntamente com a equipe multidisciplinar e a família buscando prevenção e monitoramento aos jovens. A família tem papel fundamental neste trabalho. 

IV SEMANA DE SERVIÇO SOCIAL FAMETRO


Hoje dia 01 de junho de 2017 se inicia a IV semana de Serviço Social da FAMETRO.

Acima temos toda a programação do evento.






RESENHA DO LIVRO VIGIAR E PUNIR FOUCAULT




O livro se inicia pela narrativa da tortura como especifiquei na descrição, o suplício e esquartejamento de um parricida, em 1757. Pois bem, isso é o suficiente que eu inicie minha resenha. A tortura de Damiens, o assassino: o modo como ela foi feita, a agressividade nela contida, o espírito de sua época, a animalidade, o mundo dicotômico em que se inseria – tudo isso serviu de substrato para a tese apresentada ao longo do livro, essa tortura, com o tempo (isto é, ao longo dos séculos XIX e XX), vira outra coisa, se muda para outro lugar. Não só passa do corpo para a “alma” (as aspas são minhas, e não de Foucault): a tortura deixa também de ser prerrogativa de quem detém um poder político que se sustenta fortemente na moral religiosa, no crivo religioso, para passar a ser prerrogativa do poder legal, do poder educacional, do poder psiquiátrico, do poder presente no trabalho etc. Em outras palavras, passa a ser tortura disseminada, difusa.

A tortura em seu aspecto difuso, a sua disseminação pelos mais diversos setores de nossa vida cotidiana, está de uma maneira que nem percebemos. Tomamos de exemplo a Ditadura militar que foi a tortura que mais tomamos conhecimento aqui no Brasil recentemente. Mais analisando mais precisamente o momento atual, na sociedade ocidental contemporânea, existe um certo prazer em ser torturado, uma vontade de não ter liberdade, de deixar os carrascos terem o controle, seja do Antigo Regime, seja da Revolução, até mesmo no condomínio, no trabalho nas ruas, entre outros lugares. O ocidente se diz livre, mais nunca foi liberto, ainda hoje está preso.

Vemos no século seguinte ao suplício, o regulamento da Casa dos Jovens Detentos de Paris, na qual a única tortura parece ser a chatice: tantos minutos para se vestir, outros tantos para descansar, horários rígidos de trabalho e de refeições. A pergunta que Foucault tenta responder no livro de 1975 é: por quê? O que levou o sistema jurídico do Ocidente (em especial o da França, caso estudado detidamente na obra) a deixar de lado a tortura e a execução públicas e preferir as prisões, supostamente visando a “corrigir” os criminosos? Isso também buscarei analisar no meu trabalho.

E a resposta que vem logo em seguida Vigiar e Punir dá a essa pergunta é complexa, mas podemos dizer que ela depende de todas as principais transformações da sociedade francesa entre os séculos 17 e 19. Nesse período, muita coisa mudou. O poder absoluto dos reis acabou dando lugar a uma república “moderna”, assim como ocorreu em outros lugares do planeta, os quais, aliás, seguiram o exemplo francês. Mas, paradoxalmente, o poder do governo para controlar a vida dos cidadãos não necessariamente ficou menor, apenas mudou de forma, argumenta o filósofo – e o “nascimento da prisão”, como diz o subtítulo original da obra, é parte importante dessa metamorfose.

Hoje a realidade nos presídios não é muito diferente, assim como na sociedade, vemos que o poder influencia dentro das prisões e determina quem manda e quem será mandado, além de determinar melhores estadias dentro da reclusão, será que pode ser chamada de reclusão para aqueles que tem poder e dinheiro? “Vigiar e Punir aborda o problema da institucionalização do poder de forma muito nova, o que deixou marcas profundas nas pesquisas históricas e sociológicas que se seguiram a ele (Pretendo fazer um paradoxo entre o poder e violência de Hannah Arendt). Podemos perceber que para Foucault, a punição dos criminosos se transforma, em grande parte, porque o jeito de exercer o poder também mudou. Nos séculos em que a execução pública e precedida por suplícios era a regra, pode-se dizer que o destino dado aos criminosos era a manifestação física da vingança do rei sobre seus súditos.

Vale ressaltar quando Foucault fala da disciplina, apesar de estar presente nas instituições, não pode se identificar com ela, pois é um tipo de poder e modalidade para exercê-lo, que comporta todo um conjunto de instrumentos, técnicas, procedimentos, níveis de aplicação. Está a cargo de todas as instituições, desde as penitenciárias, passando por hospitais, escolas e até relações familiares, entre pais e filhos.

Foucault dedica a última parte da obra para focar no sistema prisional, ele a ver como instituição completa e austera, onde as técnicas corretivas e disciplinares fazem parte da armadura institucional da detenção legal, porém, estas técnicas corretivas e disciplinares não fazem parte apenas do sistema prisional, elas estão presentes na sociedade moderna, estão presentes na constituição da igualdade, o que faz com que seja difícil de ser questionada, pois para nós é aparentemente natural e ainda achamos que é a única maneira de nos organizarmos como sociedade. Mas ela não serve ao homem de fato, mas sim ao rendimento e à eficácia.
FOUCAULT, Michel. Vigiar e punir: nascimento da prisão. Ed.Petrópolis: Vozes, 1991.

O ASSISTENTE SOCIAL NA ÁREA SÓCIO JURIDICA





Este vídeo fala um pouco do trabalho do Assistente Social dentro do sócio jurídico, aborda como a lei estabelece esse trabalho, sua história dentro desse campo e os espações que compõem o campo.

Apresenta uma entrevista com dois assistentes sociais que trabalham na vara da infância e da juventude e na vara da violência contra a mulher no Rio de Janeiro.

Muito importante para nós acadêmicos conhecer um pouco desse campo.

O SERVIÇO SOCIAL NÃO É CARIDADE, E MUITO MENOS AJUDA. É UMA PROFISSÃO QUE RECONHECE OS INDIVÍDUOS COMO SUJEITOS DE DIREITO E BUSCAR MEDIAR ...